
Hoje, dia 3 de Dezembro comemora-se o dia internacional das pessoas com deficiência, um dia que pretende valorizar todo e qualquer ser humano independentemente das suas capacidades ou do quanto produz para a sociedade. Ao longo dos séculos, as pessoas portadoras de deficiência eram vistas como um castigo, uma maldição que tinha de ser escondida a todo o custo. Infelizmente a igreja não era excepção, o ser deficiente implicava não ser capaz da interioridade e da práctica do culto.
Na década de setenta um casal com dois filhos portadores de deficiência tentou juntar-se numa peregrinação ao famoso santuário de Lourdes, mas não lhe foi permitido viajar nas camionetes da peregrinação. Este casal não desistiu e partiu rumo a Lourdes por própria conta e ao chegarem a Lourdes custaram caro a encontrar um sitio onde ficar, o unico hotel que os deixou ficar impôs a condição que os seus filhos comessem no quarto para não serem vistos na sala de refeições. Mais tarde nas cerimónias no santuário voltaram a ter problemas...
Este casal falou com uns amigos, de entre os quais o Jean Vannier, mais tarde veio-se a organizar uma enorme peregrinação com à volta de doze mil pessoas entre pessoas de vários países, portadoras de deficiência (4 mil), familiares e amigos, a Lourdes. Pelo que se diz foi algo magnifico, as pessoas adoraram e no fim ficou a nostalgia da partida. Perguntaram então ao Jean, "E Agora?", ao qual o Jean respondeu para cada um ir para a sua comunidade e lá continuar a encontrar-se com os que estavam mais próximos. Nasceu mais ou menos assim o movimento Fé & Luz...
E é justamente este o tema do próximo encontro, vamos ver um documentário bem ilustrativo do lindissimo carisma Fé & Luz, um exemplo de vida das comunidades Fé & Luz do Brasil.
Apareçam e vejam com os vossos olhos o poder da ternura de Deus...
1 comentário:
"Eu Te dou graças Senhor por a minha missão ser o estar com os deserdados que sofrem
e carregam o fardo dos poderosos, escondendo as suas faces e abafando os seus soluços na escuridão.
Pois cada pulsação da sua dor palpitou na secreta profundidade da noite
e cada insulto foi recolhido no Teu grande silêncio
E o amanhã pertence-lhes.
Ó Sol levanta-te sobre os corações que sangram, para que floresçam como a flor da manhã"(O cesto da fruta)
Tagore
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