Sexta Feira passada tivémos o chá da alegria no nosso encontro, ao sabor de um belo chá com a bela da bolachinha falámos em alegria e chegámos à conclusão que a alegria do Cristão é uma alegria mais profunda, uma alegria que nasce do profundo sentido existencial de seres amados por Deus. A alegria do cristão, mais que uma simples alegria, traduze-se num sentimento de felicidade bem enraízado que aguenta as tempestades da vida.
Na outra sexta iniciámos a catequese paulina, catequese que continuará nesta sexta, aqui fica uma achega do que falámos e uma achega ao próximo encontro.
É controverso este Paulo pois muito do rosto da igreja foi influenciado por este homem. Mas se influenciou o rosto da igreja, também muito influenciou o seu coração espalhando a Primavera do Espírito Santo para os pagãos, para aqueles que não conheciam o Deus de Israel.Paulo, primeiro que tudo é exemplo de conversão, de judeu fariseu que perseguia os cristãos ele passou a apóstolo assim quase de um momento para o outro, revestindo-se do Homem Novo. É curiosa a história de Paulo, toda a sua vida, tudo o que aprendeu e tudo que fez de errado, tudo emerge para o papel que veio desempenhar, como se fosse talhado para aquela missão. É uma das mais belas manifestações do Espírito Santo na vida dos homens depois de Cristo. A conversão de Paulo não o impediu de voltar a errar e a não saber tudo, também Paulo continuou a buscar, a procurar a luz que o encadeou a caminho de Damasco e desta forma nem tudo o que diz nos seus escritos pode ser definido como verdade definitiva, mas no que toca ao coração Paulo trouxe uma imensa primavera aos corações humanos e muito do que hoje lemos nas suas cartas é exemplo disso. Mas este facto facilita-nos a nossa caminhada pois dá-nos espaço para errar, para procurar, para perceber por onde podemos caminhar e por onde não devemos ir. A conversão faz-se dia a dia, toda a tua vida é um conjunto de acontecimentos que te vão transformando no Homem Novo. Hoje, este convite de mudança de vida continua a ecoar na vida de cada um, indeferente aos gritos de toda uma sociedade que busca longe de Deus a alegria que jamais encontrarão nas coisas do mundo. O toque do Espírito Santo que Paulo descreve é enorme, transborda no nosso interior, faz-nos sair de nós, faz-nos amar a uma dimensão que julgavamos impossível...